Placardas Pesquisas
Atualizado em 8 de outubro de 2026, 23:44 · 5.269 pesquisas catalogadas

Metodologia & Integridade

A média não opina.
Ela revela o padrão.

5.269 pesquisas de 161 institutos, coletadas de fontes públicas, normalizadas por inteligência artificial, validadas linha a linha e agregadas por uma regra fixa. Sem achismo. Sem número inventado. Todo dado é rastreável até a fonte original.

5.269
pesquisas catalogadas
161
institutos de pesquisa
27
estados + Brasil
809
candidatos acompanhados
2.140
divergências entre fontes reconciliadas
4×/dia
atualização automática
0 números estimados100% com link à fonte primáriaCC-BY — dado aberto e reproduzível

Por que média?

Uma pesquisa isolada é um retrato tremido: oscila com a metodologia de cada instituto, com a margem de erro e com o dia em que foi a campo. Ler uma só é confundir ruído com sinal. O padrão — quem lidera, por quanto, para onde a disputa caminha — só aparece quando você empilha muitas e olha o conjunto.

É o que a média faz. E, junto dela, a linha do tempo aplica a mesma regra retroativamente: cada ponto é o que a média do site mostraria naquele dia. Você não vê um número — vê a tendência. É a diferença entre uma manchete e uma leitura eleitoral.

O método da média

10 mais recentes, no máximo 2 por instituto

A média de cada disputa usa as 10 pesquisas mais recentes, com no máximo 2 por instituto — para que uma casa que publica toda semana não carregue a média sozinha, com o próprio viés. É um número fixo de pesquisas, não uma janela de dias: todas as disputas usam a mesma base.

Piso de 3, sempre transparente

Em disputas pouco pesquisadas o limite cede até completar 3 pesquisas, e a média avisa. A quantidade usada aparece sempre ao lado do número, e a tabela abaixo mostra todas as pesquisas — inclusive as que ficaram fora da janela.

2º turno nunca é misturado

Cada confronto (par de candidatos) é uma disputa própria, com suas 10 pesquisas. No 1º turno, a média de cada candidato usa as pesquisas que testaram aquele candidato — sem inventar cenário que ninguém pesquisou.

Nomes unificados entre fontes

“Lula” e “Luiz Inácio Lula da Silva” são a mesma série. A canonização une as grafias antes de qualquer conta — a base de todos os 809 candidatos que acompanhamos.

A engenharia por trás

O trabalho pesado é invisível — e é exatamente o que separa um agregador sério de uma planilha. Da coleta ao gráfico, cada etapa é automatizada, testada e determinística: a mesma entrada produz o mesmo banco, byte a byte.

Coleta multi-fonte + desduplicação

Poder360, Wikipédia e o registro oficial PesqEle/TSE entram por uma escada de resolução com prioridade de fonte. A mesma operação de campo vinda de dois lugares é unida por chave de registro do TSE — uma pesquisa, não duas.

Normalização por IA

Nomes de urna, apelidos, partidos e grafias divergentes são canonizados em séries únicas — o que permite comparar o incomparável entre 161 institutos e 5.269 pesquisas.

Leitura cega dupla de PDFs

As íntegras dos institutos são lidas duas vezes, de forma independente (texto + visual) e comparadas máquina a máquina. Divergência entre as leituras vira revisão — nunca um chute.

Validação linha a linha

Constraints e baterias de teste guardam o banco: um dado que quebra uma regra barra a publicação e o site mantém o último banco válido. Nada quebrado vai ao ar.

2.140 divergências registradas

Quando duas fontes discordam de uma mesma pesquisa, a divergência é anotada, não escolhida em silêncio. Integridade é mostrar onde os dados brigam — não esconder.

Cruzamentos matemáticos

Sobre a base rodam análises derivadas: viés dos institutos (efeito casa, leave-one-out), rejeição bruta e líquida isolada do voto, tendências retroativas e simulações de 2º turno par a par.

Do caos ao padrão

Pesquisa não chega em formato. Cada instituto publica do seu jeito — colunas, bases, separadores, rótulos e datas diferentes, às vezes inconsistentes dentro da mesma tabela. Padronizar tudo isso sem perder o número certo é metade do trabalho. Uma amostra do que domamos:

O que chega (cru)O que publicamos (padrão)
Bases misturadas: “Porcentual” sobre a amostra inteira vs. “% válida” só sobre os válidos
A coluna que fecha 100 com os baldes — e a base fica rotulada (válidos ou bruto)
Tabelas em formato SPSS: Frequência · Porcentual · % válida · % acumulada
Extraímos só a coluna certa, escolhida pela soma — não pelo palpite
Separador nome–partido variando na MESMA tabela (hífen numa linha, travessão na outra)
Partido isolado, separador descartado — o dado é o partido, não a tipografia
Registro do TSE em formatos diferentes: “BR-04496/2026” aqui, “AC094662026” ali
Uma chave normalizada que casa a mesma pesquisa vinda de fontes diferentes
Brancos, nulos, indecisos e NS/NR com rótulos e agrupamentos distintos a cada instituto
Baldes mapeados a um esquema único, estruturalmente separados do voto
Datas soltas: 29/03/2026, 2026-03-29, “divulgada em abril”
ISO, com o fim do trabalho de campo como referência de ordenação
Arredondamentos que não fecham (frequências somando 1.029 num total de 1.030)
Conferido em leitura cega dupla; a folga é medida e anotada, não ignorada
Cenários rotulados igual, mas com elencos diferentes de candidatos
Desambiguados pelo elenco — cada cenário vira a sua própria série

E quando duas leituras da mesma íntegra discordam, ou duas fontes trazem números diferentes da mesma pesquisa, isso não é escondido: entra nas 2.140 divergências registradas.

Integridade, sem asterisco

Buscar e citar, ou nada

Nenhum número é estimado. Se o instituto não publicou, aparece “—”. Preferimos um buraco honesto a um chute confortável.

Rastreável até a origem

Cada linha carrega o link da fonte — íntegra, matéria ou registro do TSE. Nada aqui pede que você confie na nossa palavra.

Aberto e reproduzível

Licença CC-BY 4.0: os dados podem ser citados e reusados. A regra é pública, o código é determinístico, os números batem quando recalculados.

Frescor e revisão, disputa por disputa

Ao lado de cada disputa há um selo com a data da última pesquisa. Ele muda de tom porque uma média vale menos quanto mais velha é a pesquisa mais recente que a compõe — e o site não deve parecer mais fresco do que a fonte.

Até 7 dias: fresco

A disputa recebeu pesquisa nova na última semana. É o caso normal na reta final.

De 8 a 20 dias: atenção

Nenhum instituto publicou nas últimas semanas. A média continua correta, mas descreve um momento que pode ter passado.

21 dias ou mais: sem pesquisa recente

A disputa está parada na fonte. Leia a média como retrato antigo, não como placar do dia.

“Dado em revisão” é outra coisa: um estado do site, não da fonte. A cada rodada, o coletor compara o banco novo com o anterior, disputa por disputa. Se uma pergunta que existia some sem que a coleta prove que foi substituída (mesmo registro, mesmo elenco, mesma tabela publicada sob outro nome), a disputa inteira é congelada no dado anterior até alguém verificar a fonte — e o selo diz isso na página. Preferimos publicar um dado de ontem com aviso a publicar hoje um dado que perdeu uma pesquisa em silêncio.

Quem chegou mais perto das urnas

Depois da votação, a página inicial compara a última pesquisa de cada instituto em cada disputa com o resultado oficial publicado pelo TSE na Divulgação de Resultados. É a versão pós-eleição do efeito casa: lá o instituto é medido contra a média das pesquisas; aqui, contra o voto apurado.

Uma pesquisa por instituto, campo até 10 dias antes

Entra só a pesquisa de campo mais recente de cada casa dentro da janela final. Medir setembro e errar outubro não é erro do instituto.

Mesma base dos dois lados

Presidente e governador em votos válidos, como o TSE publica. Senado só com pesquisas de dois votos, cada nome como parte das menções a candidatos — a mesma conta do TSE, que divide os votos do candidato pelos votos válidos totais dos dois votos.

Só nomes presentes nos dois lados

Um candidato que a pesquisa não testou, ou que desistiu, não conta. Entre os presentes, ficam os com ao menos 2% nas urnas ou entre os 4 primeiros.

Erro na margem é a diferença entre a vantagem do 1º sobre o 2º na pesquisa e nas urnas — é o critério que ordena os placares, porque é a disputa que a pesquisa tinha de acertar. Erro médio é a diferença absoluta média, em pontos percentuais, entre pesquisa e urna por candidato comparado; desempata. São três placares, um por cargo — presidente, governadores e senadores —, porque uma corrida nacional e 27 estaduais não se somam. No presidencial há uma disputa só, e todo instituto com pesquisa na janela entra. Nos estaduais, só recebe posição quem cobriu 3 ou mais disputas de governador ou 2 ou mais de senador (o filtro de dois votos encolhe o conjunto comparável); os demais aparecem listados sem ranking, porque uma disputa só não é amostra de nada. Enquanto a totalização do TSE está em andamento, o bloco avisa que é apuração parcial — e os números mudam um pouco até o resultado final. O ranking é descritivo: uma pesquisa mede o eleitorado do dia do campo, não do dia da votação.

Depois do 1º turno: o que fecha e o que continua

Com o resultado oficial do TSE carregado, cada disputa se divide em duas classes — e quem decide é a urna, nunca a pesquisa. Onde alguém passou de 50% dos votos válidos (ou no Senado, que não tem 2º turno), a disputa está encerrada: a média final fica arquivada ao lado do resultado. Onde ninguém passou, os dois mais votados seguem para o 2º turno de 25/10/2026.

Uma série só, antes e depois

A média de 2º turno reúne todas as simulações daquele par — as feitas antes de 04/10/2026 e as feitas depois. É a mesma pergunta ao mesmo eleitorado; a janela de 10 pesquisas privilegia as novas conforme chegam, e o site diz quantas da média têm campo após o 1º turno.

Só o par que está na urna

Entra a pesquisa que testou exatamente os dois nomes do confronto. Um cenário com outro par, mesmo publicado agora, é outra pergunta.

A mesma média de sempre

Até 10 pesquisas mais recentes, no máximo 2 por instituto, em votos válidos. Ao lado dela, sempre, o resultado oficial do 1º turno — o único número que não é estimativa.

Fontes

Limitações — porque honestidade também é método

Pesquisa eleitoral é retrato do momento, não previsão. A média reduz, mas não elimina, o erro sistemático dos institutos — por isso publicamos também o viés de cada casa. Margens de erro individuais constam na tabela de cada disputa quando publicadas. Os números pertencem aos institutos citados; este site apenas os agrega, com link para a fonte original de cada linha.